A hora de comprar algo novo: Fazendo boas escolhas

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Aqui a gente prega a redução do consumo, e eu defendo uma vida equilibrada antes de tudo. Ao menos que você viva uma vida totalmente alternativa, a base de trocas e de reciclagem geral, em algum momento você vai precisar comprar algo novo. Até porque, no meu ponto de vista, o consumo consciente é isso. Não significa viver uma vida sem consumir mais nada, mas sim consumindo melhor, com mais qualidade e é lógico, com consciência que essa sua compra implicará em outras ações.

Navegando pelo pinterest encontrei essa ilustração creditada a SarahL.com e achei super útil pra quando a gente precisa de algo e tem que decidir se vai comprar ou não.

Consumo consciente... - Ateliê Casa e Natureza:

Fazendo uma tradução livre, fiz esse modelo e publiquei na nossa página do Facebook no mês de junho, mas acabei não fazendo um post específico.

 

 

piramide-de-consumo

Preciso de alguma coisa: Avaliando a situação

Esse é um exercício que pode ser feito independentemente do que você está precisando. Seja uma roupa para alguma festa ou uma forma específica para determinada receita, não importa.

Antes de perceber que quer/precisa de algo novo, tente usar algo que você já tem. No caso da roupa você pode tentar combinações diferentes ou dar uma chance para algo que estava encostado no armário. Tentar utilizar o que você já tem -seja lá para qual finalidade for – é um ótimo exercício para a criatividade. Você encontra novas finalidades para coisas que poderiam estar encostadas.

Não tenho nada em casa que possa ser útil

Aí começa a política da boa vizinhança. Eu tenho observado que perdemos muito esse costume de pegar as coisas emprestadas. Você precisa de uma caixa de som gigante que vai usar apenas uma vez, mas as vezes acha mais fácil ir comprar e depois ficar com esse objeto entulhado, do que procurar alguém que possa emprestar. Existe até uma plataforma bem legal chamada “Tem açúcar?” que faz esse papel de forma muito incrível. Você se cadastra na rede e quando precisar de algo, seus vizinhos serão notificados. Olha que iniciativa incrível! É até mesmo um meio de conhecer de verdade quem mora perto de você e deixar aquele ~ desconforto de elevador ~ de lado.

Eu confesso que já fui bem mais chata com as minhas coisas, me sentia emprestando uma parte de mim. As vezes até emprestava mas ficava super apreensiva. Hoje eu relaxei, sabe? As coisas não são extensões da gente e emprestar é um ótimo meio de fazer a energia circular.

Ninguém pode me emprestar

Se você procurou de verdade entre seus vizinhos, amigos e familiares e ninguém têm o que você precisa, talvez seja a hora de adquirir o objeto. Aí temos três opções:

  1. Trocar: Feiras de trocas são bem comuns em cidade grande. Se você não tem acesso à alguma, pode trocar com alguém de forma informal mesmo. Eu sei que esse é um jeito um pouco mais difícil do que pegar emprestado, mas vai que você dá a sorte de ter o que a outra pessoa precisa.
  2. Comprar de segunda mão: Brechós <3, feiras de antiguidades, sebos, mercado livre, enjoei.com, olx, grupos de vendas no facebook, pregões. Ai gente, as possibilidades nesse caso são infinitas! Depois que você compra algo de segunda mão pela primeira vez, vai aprendendo o canal e todas as próximas compras vão ficando mais fáceis.
  3. Fazer: Esse item é pra quem tem um pouco mais de habilidade. Eu confesso que não é meu ponto forte, mas se você é um pouco mais “jeitoso” com as coisas, fazer o que você precisa pode ser muito divertido! É só procurar no youtube “DIY + nome da coisa que você precisa” e divirta-se com a quantidade de tutoriais.

Preciso comprar e agora?

Não teve jeito. Você avaliou todas as alternativas e realmente precisa comprar algo novo. Nessa etapa também entra a importância do consumo consciente. Estou escrevendo esse post de uma forma bem genérica, de modo que você possa aplicar pra qualquer item que esteja precisando, por isso algumas dicas podem acabar servindo para alguns casos e outras nem tanto.

  1. Comprar de quem faz: Artesanato, vestuário, acessórios, comidas… São vários os ramos em que é possível comprar diretamente de quem faz o produto, valorizando o pequeno produtor e incentivando o empreendedorismo (o de verdade, não o de palco).
  2. Comprar do pequeno: Você já parou pra observar a quantidade de pequenas e médias empresas que existem ao seu redor? Comprar delas têm pontos positivos semelhantes ao de comprar de quem faz. Valorizar o pequeno empreendedor e fazer com o dinheiro que você gastou com o produto fique na comunidade.
  3. Comprar de uma empresa nacional. Não tem jeito, você não encontrou o que queria nem do pequeno empresário, nem do pequeno produtor. Está na hora de partir para  a busca em lojas maiores. Mesmo nesse segmento de grandes empresas, você pode comprar de uma empresa brasileira. Nós sabemos o quanto é difícil empreender no Brasil. Quando uma empresa nacional cresce (de forma ética) nós podemos sim comprar nelas sem peso na consciência, pois estão gerando trabalho e de novo, o lucro fica no Brasil.
  4. Comprar de uma empresa internacional: Não encontrou de forma alguma o que queria em algumas das opções acima? Preste bastante atenção no tipo de empresa que você vai financiar com a sua compra. Procure no google: “nome da empresa + trabalho escravo”; “nome da empresa + polêmicas” e buscas relacionadas. Se for vestuário, o aplicativo Moda livre ajuda muito nessas questões. Através dele é possível ver o status das maiores marcas que atuam no mercado brasileiro, mostrando se elas têm ou não envolvimento com o trabalho escravo.

Espero que essas dicas tenham sido úteis e ajudem quem precisa de algo novo mas não sabe como praticar o consumo consciente. Fique de olho no blog que sempre tem novidade por aqui.

 

ps.: Meu computador estragou e por isso estou mais ausente do que nunca, mas assim que ele voltar pra casa o blog volta em um super ritmo! Estou cheia de ideias e vai vir muita casa bacana por aí!

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